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O CONDUTO
O Conduto

 O Conduto

Alimentando-se nos prados de montanha, arroteados pedra a pedra em pleno maciço calcário, e nas pastagens suavemente declivosas para os vales, rebanhos de cabras fornecem nacos suculentos que a chanfana amacia em vinho, e coze no forno durante um dia inteiro; e o tenro cabrito, assado em Condeixa e Pombal, servido com azeite puríssimo de Ansião e mimos das hortas, que ajardinam o sopé das serras entre searas e pequenos pomares de todos os frutos mediterrânicos: laranjas e limões, figos, alperces, diospiros e romãs...

No interior serrano, onde a salgadeira era o talho, guarda-se lombo de porco para todo o ano e tem fama os enchidos de Degracias e Cabaços.

Extinto o veado, que o mosaico da caçada eternizou em Conimbriga e o urso que ao nosso gosto moderno repugna como alimento; enquanto o javali não reencontra o seu equilíbrio natural, resta-nos o coelho bravo ou criado com verduras tenras e a perdiz fugidia, ambos temperados com as ervas aromáticas das serras de Condeixa, Sicó e Alvaiázere.

Na zona de Soure, o Mondego, represado e disperso por novos canais e velhos leitos, põe na mesa frituras de enguias e a lampreia de gosto almiscarado. O que foi feito das ostras que os romanos abastados consumiam, por aqui, em abundância?

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