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Profundas alterações climáticas, ocorridas há milhões de anos, deram origem a floresta mediterrânica. As queimadas sistemáticas para abrir novas áreas agrícolas e de pastorícia e o corte de carvalhos destinados a construção das caravelas, culminaram no predomínio da vegetação arbustiva.
Uma das suas formações características é designada por balcedo ou mato bravo. Consiste numa associação de arbustos de folhas perenes de densidade tão elevada que impede o desenvolvimento das bolbosas e anuais, correspondente, em termos genéricos, ao que em França se chama maquis.
Exclusivamente em Portugal e limitado a terrenos calcários, o balcedo toma a forma de carrascal, dado o predomínio do carrasco e de uma gramínea sobre as espécies arbóreas como o carvalho-cerquinho, o medronheiro e a aroeira.
A destruição destes ecossistemas originou os urzais, os tojais, os giestais e os estevais, formações mais simples, vulgarmente conhecidos como matos, com plantas pouco exigentes e bem adaptadas a solos degradados e enxutos.
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