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COIMBRA. CONJUNTO HISTóRICO MONUMENTAL
A Universidade de Coimbra | Sé Velha

 A Universidade de Coimbra

Torre da Universidade

Cronologia

Séc. 12 - fundação da primitiva capela de São Miguel por D. Afonso I;

Séc. 13 - Paços dionisíacos;

1517 / 1522 - D. Manuel manda arrasar a primitiva capela gótica; reforma manuelina dos Paços Reais

1535, 23 de Setembro - D. João III muda os Estudos para os Paços Reais

1634, finais - terminada Porta Férrea;

1654 - início reconstrução Sala dos Capelos, erguida sob a antiga Sala Grande de Marcos Pires;

1700 - início construção frontispício Via Latina 

 1728 - terminadas obras Biblioteca;

(Fonte DGEMN)

  • Universidade de Coimbra
  • Conjunto Monumental da Universidade

    Pátio da Universidade

    Planta composta, organizada em redor de pátio rectangular, formada pelos corpos: Paço das Escolas a N., englobando a Via Latina (com Sala Capelos e Salas da Reitoria), Capela São Miguel, Biblioteca Joanina e escadas Minerva a O., Colégio São Pedro e dependências do Paço a E., Gerais (com Sala dos Exames Privados no 3º piso), e Torre no ângulo NO..

    Acesso ao pátio a E. pela PORTA FÉRREA: portal duplo (ligação das suas 2 frentes através de galeria interior abobadada), de vão rectangular ladeado por 2 colunas coríntias, entablamento sobreposto de aletas a enquadrar edícula, com nicho (no portal exterior a imagem de D. João III e no interior D. Dinis) e 2 frestas, coroada por frontão curvo interrompido com imagem da Sapiência; entre as colunas nichos com imagens alegóricas das Faculdades.

    PAÇO DAS ESCOLAS: Fachada N. de 6 panos definidos por torreões, circulares uns facetados outros, rematados por coruchéus; fachada S. de 3 pisos sendo a central constituída pela

    VIA LATINA: colunata jónica interrompida ao centro por corpo saliente de 3 panos vazados por arco de volta perfeita, delimitados por pilastras prolongadas no frontão de coroamento, tendo no pano central as armas do reino e no vértice a imagem da Sapiência; ao vão central corresponde, no interior, conjunto escultórico figurando busto D. José sob baldaquino sustentado por atlantes; acesso feito por 3 escadas, 2 nos extremos e uma central de 3 lanços. 

    ESCADAS DE MINERVA: dispostas em vários patamares e com acesso por portal rectangular encimado por frontão curvo interrompido com estátua de Minerva.

    (Fonte: DGEMN)

     

    Biblioteca Joanina

    Implantada perperdicularmente à capela a BIBLIOTECA: de planta longitudinal com fachada principal rasgada por portal, em arco de volta perfeita entre 2 pares de colunas jónicas suportando entablamento; sobre ele composição escultórica com as armas reais; fachada S. de 6 panos definidos por pilastras, rasgados de janelões em arco de volta perfeita e janelas quadradas; (Fonte: DGEMN)

    Interior de 3 pisos sendo o nobre composto por 3 salas comunicantes através de portais de madeira, em arco de volta perfeita apoiado em mísulas, pintados em trompe l'oeil imitando cantaria; estes, decorados de festões, flores, cartelas com os emblemas alusivos às Faculdades e pela coroa real de D. João V, repetem a composição do portal da parede fundeira; neste insere-se composição escultórica com anjos, armas e troféus, putti segurando cortinados de dossel, deixando ver ao centro retrato pintado de D. João V; pé direito das fachadas revestido de estantes de talha, interrompidas a meio por varandim de balaústres sustentado por colunas piramidais invertidas rematadas por florões; pavimento de mosaico formando composições geométricas e florais; tecto de pinturas perspectivadas de carácter arquitectónico, com figuras alegóricas e históricas.(Fonte DGEMN)

     Sé Velha

     

    Sé Velha de Coimbra

     
     
    Protecção Legal

    Monumento Nacional (MN), Dec. de 16-06-1910, Zona Especial de Protecção (ZEP), DG 23 de 28-01-1957

    Endereço
    Rua do Norte nº 4
    3000-295 Coimbra
    Freguesia
    Almedina
    Concelho
    Coimbra
    Distrito
    Coimbra
    Tipo de Gestão

    Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
    Igreja afecta ao culto.

    Responsável
    Direcção Regional de Coimbra (DRC-IPPAR)
    Descrição

    A Sé-Velha de Coimbra inscreve-se no Românico afonsino da cidade, que corresponde, grosso modo, ao reinado de D. Afonso Henriques, período de maior esplendor das oficinas românicas de Coimbra, mas simultaneamente de decadência e de estagnação das soluções estruturais e decorativas.

    Esta campanha, bastante homogénea em todas as suas partes, teve início no episcopado de D. Miguel Salomão, pelo início da década de 60 do século XII, e prolongou-se até à primeira metade do século XIII, altura em que ficou concluído o portal principal. O templo, de três naves, transepto ligeiramente saliente, torre lanterna sobre o cruzeiro e cabeceira tripartida, significa uma ruptura para com o esquema de catedrais românicas seguido até então no nosso país (Braga e Porto) e constitui um ponto de partida à chamada tipologia de catedrais do Sul (Coimbra, Lisboa e Évora). Para este facto muito terá contribuído a acção de Mestre Roberto, arquitecto de origem francesa que trabalhou também na Sé de Lisboa e em Santa Cruz de Coimbra, e que se deslocou pelo menos duas vezes à Catedral coimbrã para resolver problemas estruturais.

     
         
    Imagem ampliada Imagem ampliada Imagem ampliada
    Nave central Vista geral das naves Pormenor de um capitel do claustro
         
     

    De todo este projecto inicial destaca-se a profusão de capitéis decorados com temas vegetalistas e animalistas, no que constitui o mais rico programa iconográfico do Românico português e, especialmente, a configuração de fortaleza da fachada principal, organizada segundo um esquema compacto tripartido, com o corpo central avançado e duas poderosas torres inscritas na massa fortificada, toda ela terminando em ameias.

    No início do século XIII procedeu-se à construção do claustro, o primeiro gótico em solo português. O início das obras situam-se pelo ano de 1218, depois de um moroso processo preparatório, provavelmente relacionado com a desobstrução da área citadina que viria a ocupar. A sua implantação parece ter obedecido à configuração do terreno, daqui resultando uma quadra perfeita disposta obliquamente em relação à igreja

    Nos séculos seguintes foram várias as remodelações por que passaram algumas partes da Sé de Coimbra. No exterior, destaca-se a Porta Especiosa, obra renascentista da máxima importância no contexto nacional, executada nos anos 30 do século XVI, e que se sobrepôs ao alçado Norte do transepto românico.

    O interior do templo mantém a sua feição original, mas enriquecido por algumas campanhas decorativas importantes. Nas naves e braços do transepto conservam-se arcossólios com os túmulos medievais de D. Tibúrcio, bispo da diocese na primeira metade do século XIII, o de D. Egas Fafe, e, especialmente, o de D. Vataça, aia da rainha Santa Isabel. Especial destaque merecem também os retábulos da capela-mor (realizado por Olivier de Gand e Jean d'Ypres, entre 1498 e 1502, seguindo um modelo hispano-flamengo), e o da Capela do Santíssimo num dos absidíolos, assim como a pia baptismal que procede da antiga igreja de S. João da Almedina, e atribuída a Diogo Pires-o-Moço.

    No século XIX todo o edifício foi objecto de uma campanha restauradora que visou devolver-lhe a pureza medieval original, objectivo depois continuado na primeira metade do século XX. Na actualidade, está em curso um Programa de reabilitação e valorização que permitirá, a breve trecho, o restauro da Porta Especiosa, uma intervenção no claustro e quadra central, assim como diversas outras obras nas coberturas, paredes exteriores e mobiliário artístico.

    Horário

    Segunda a quinta-feira
    10.00h – 13.00h
    14.00h – 18.00h

    Sexta-feira
    10.00h – 13.00h
    encerra à tarde
    Sábado
    10.00h – 13.00h
    14.00h – 18.00h
    Encerra à segunda-feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
    Ingresso
    Gratuito
    Telefones
    +351 239 825 273
    +351 239 851 090 (DRC)
    Fax
    +351 239 851 099 (DRC)
    E-mail
    drc.ippar@ippar.pt
    Serviço Educativo
    Não tem
    Visitas Guiadas
    Não tem
    Loja
    Não tem
    Acessos
    Da estação ferroviária de Coimbra A: 10 minutos a pé.
    Acesso pedonal.
  • © 2005 Copyright
    Roteiro das Terras de Sico
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