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PATRIMóNIO DA HUMANIDADE
Convento de Cristo, Tomar, Património da Humanidade

 Convento de Cristo, Tomar, Património da Humanidade

Partindo das Terras de Sicó, na fronteira do concelho de Alvaiázere, encontramos a cidade de Tomar e o seu Convento de Cristo, classificado como Património da Humanidade, já em plena Rota da Bacia do Zêzere.

Convent of Christ in Tomar

Portugal

Tomar (Santarem)
N39 36 17 W8 25 03
ref: 265


Date of Inscription: 1983
Criteria: (i)(vi)

Brief Description

Originally designed as a monument symbolizing the Reconquest, the Convent of the Knights Templar of Tomar (transferred in 1344 to the Knights of the Order of Christ) came to symbolize just the opposite during the Manueline period – the opening up of Portugal to other civilizations.

Convento de Cristo
 
 
Protecção Legal

Monumento Nacional (MN), Dec. 01-07-1907, Dec. 16-06-1910, Zona Especial de Protecção (ZEP), DG, 2ª série, nº 265, 14-11-1946. Inscrito em 1983 na lista do Património Mundial da UNESCO

Endereço
Convento de Cristo
2300 Tomar
Freguesia
São João Baptista
Concelho

Tomar

(Fonte: IPPAR)

Distrito
Santarém
Tipo de Gestão
IPPAR (Serviço Dependente)
Responsável
Dr Jorge Custódio
Descrição

O Convento da Ordem de Cristo e o Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género. O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar. O coração da fortaleza, a Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; o lugar místico, a Igreja octogonal Templária, foi construída a Ocidente. Com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe, o Belo, Rei de França, os Templários encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada missão de Cavalaria.

A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas os seus bens e, em parte, a sua vocação, foram transmitidos, em Portugal, à Ordem de Cristo, criada em 1319. Sob os auspícios de D. Dinis é, então, fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa Sé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é, então, sede da Ordem, e o Infante D. Henrique o seu Mestre.

 
   
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Vista aérea do conjunto Claustro de D. João III
   
 

Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo se dilata. Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lideraram os destinos de Portugal. Durante o governo do infante D. Henrique foram construídos dois claustros góticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem. Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela da Sala do Capítulo, de Diogo de Arruda (cerca de 1510). Mais tarde, D. João III pretende fazer profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em monges contemplativos; é a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vão continuar através de vários reinados, até ao século XVIII, deixando marcas de diversas tendências artísticas. O Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos da arte do Românico, templária, do Gótico e do Manuelino, ao tempo das Descobertas, do Renascimento joanino, do Maneirismo, nas suas várias facetas e, por fim, do Barroco, presente em vária ornamentação arquitectónica.

 
   
Imagem ampliada Imagem ampliada
Claustro gótico e pormenor da charola
românica
Janela manuelina do Côro
   
 

Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações construídas em torno da igreja templária, há a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com 6 Km de extensão mandado edificar por Filipe II. Integra os domínios conventuais uma área de floresta e cultivo conhecida por Mata dos Sete Montes, por estar confinada por sete colinas de acentuado relevo.

 

Horário
Verão
(Junho a Setembro)
09.00h – 18.30h
(última entrada às 18.00h)
Inverno
(Outubro a Maio)
09.00h – 17.30h
(última entrada às 17.00h)
Encerrado nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Ingresso

Normal: € 4.5
Jovens (15 a 25 anos): € 2.25
Portadores do Cartão Jovem: € 1.8
Crianças até aos 14 anos: gratuito.
Domingos e feriados até às 14h00: gratuito.

Telefone
+351 249 313 481
Fax
+351 249 322 730
E-mail
convento.cristo@ippar.pt
URL
 
Serviço Educativo
Segunda a sexta-feira, das 9h00 às 16h00
Visitas Escolares:
Marcação prévia em função da disponibilidade do serviço
Tel. + 351 249 313 481
Fax + 351 249 322 730
Visitas Guiadas
Visitas Especiais Temáticas:
Marcação prévia
Tel. + 351 249 313 481
Fax +351 249 322 730
Loja

Publicações diversas, postais, material científico e didáctico, réplicas de peças das colecções e materiais de divulgação.
Tel. +351 249 324 090

Acessos
Acede-se ao Convento pelo Castelo dos Templários.
Por Auto-estrada: a partir de Lisboa - A1, até à indicação de saída para Torres Novas, depois pela IP6 até à indicação de saída para Tomar pela EN 110.
Por Estrada Nacional: a partir de Leiria - EN 13; a partir de Coimbra - EN 110.
   
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